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sábado, 25 de setembro de 2010

Voltamos, e espero que minha sobrinha me trate com o respeito que merece um senhor de 45



Estamos aqui de novo - a sobrinha feliz, bem servida pela vida, alimentada de chocolates belgas e ovos moles, e o tio eternamente em dieta: alface, tomate, pepino (e a vida tem sido rude, pelo que o pepino, às vezes, não entra pela boca), etc.
Espero que não seja uma nova temporada de chantagens emocionais (a fim de obter meu aval para todas as suas condutas), mas sim uma nova era, de compreensão e fraternidade - embora sejamos tio e sobrinha, não necessariamente nesta ordem.
Agora, que Cô estuda em Cô-imbra, e o tio continua sendo um mero cidadão tupiniquim, ou melhor, dum país-zinho-inho-inho (com o perdão da Mari do Bajulur pela cópia) submergente (hm... emergente? detergente? não tem gente? repelente? de 3º mundo? ah, não pode mais dizer 3º mundo, porque não é politicamente correto, e o Lula precisa ser conselheiro da ONU), quero ver o que vai ser de mim. Ela vai se esquecer completamente de quem ajudou a criá-la e me tratar feito escovão atrás da porta do banheiro.
Bom, é isso, voltamos. Vamos lá, cacara e cacoragem, que a vida avança sempre.
Sobrinha, pense nisso: você está subindo as ladeiras de Cô-imbra, e eu estou... descendo as da vida.
Abreijinhos a todos!