segunda-feira, 23 de maio de 2011

Eu sempre fui meio ‘desligada’ das pessoas. Mas a cada ano que passa tenho reparado nesta crescente necessidade de afastamento e alienação social. Não, não me estou tornando ‘antissocial’ (novo acordo?), mas apenas fazendo a distinção daquilo que é realmente (re)aproveitável, daquilo que é entulho. E a verdade é que, feita a reciclagem e espremidas as laranjas, o sumo que resta não mata 1/3 da sede que sinto por dentro.

2 comentários:

Jean Valjean disse...

Pãtz, vou te indicar um eremitério do K7, v. vai amar. Fica para lá de Katmandu.
Ô, bicho, o seu pobrema não é este, não. O seu enrosco é que lhe deu um nó-de-górdio nas tripas, e aí... quem pode?
Essa sede toda: diabetes do coração.
Cuide-se.

Ahmanda Marques disse...

Sabe que isso me parece um fenômeno mundial? Por alguma razão, as pessoas estamos nos afastando das pessoas e nos acrisolando em nosso canto, sozinhas. Muitas de nós, em companhia (e felizes com tal companhia) da solidão.