terça-feira, 3 de maio de 2011

Justiça com as próprias mãos

Cô, aqui no Brasil é crime. Chama-se 'exercício arbitrário das próprias razões'. Não duvido nada de que aí também seja, pois o Brasil copiou grande parte de suas leis de países mais desenvolvidos. Mas não é disto que quero falar.
Olha, Cô, olha: você já pensou se um dia (um dia de fúria) a gente pudesse pegar uma arma e sair atirando, não só para matar. Não. Para debelar mesmo, e muito. Não estou falando em mortes isoladas, mas em genocídio. Se a gente pudesse pegar uma R15, ou algo melhor ainda, e ir com ela atrás das pessoas que entendemos sejam culpadas, e simplesmente exterminá-las? E se depois pudéssemos pegar um carro maciço, pesadíssimo, inabalável, e pudéssemos, com ele, ir amassando todos os carros que estivessem descumprindo as leis de trânsito, impedindo o nosso caminho, ou então simplesmente nos incomodando?
Era só rezar para não nos pegarem antes (qualquer outra pessoa em fúria), e talvez o resultado nos levasse ao mais paroxístico prazer que um ser-humano já sentiu, ou então ao suicídio, pela dor na consciência.
Lembra do bombardeio em Bagdá? Das torres-gêmeas? de Saddam Hussein? Hitler? Mussolini, etc.
Parece que agora pegaram o Bin Laden (como se pegar um cara adiantasse alguma coisa).
Já pensou se se desse ao Homem o direito efetivo, agente, inalienável, de ser, mas completamente, sem restrição alguma, o lobo do homem?
Talvez, mas só talvez o mundo se concertasse e se consertasse. Fora isso, vai me dizer que está bom, muito bom, do jeito que está?

2 comentários:

Cosette disse...

Se já penssei? Nossa. Mas acho que não faria, pois já tenho as mãos demasiado sujas de tanto pensar nisso.

Amanda Marques disse...

Mas quem é que não tem o seu dia de fúria?