sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Voltamos!


Eu acho que o meu tio finalmente se convenceu de que este blog é relíquia da família. Bicho cruel. Queria apagá-lo, acreditam? Eu é que fiz birra, bati o pé, fui obrigada a apelar à chantagem emocional e espiritual para que o velho tivesse piedade de mim!
Bem, não interessa. O importante é que estamos aqui: firmes e fortes. Ele bem mais forte e firme do que eu. Eu hoje estou um caco, e ele sabe a razão. Só desconhece que ontem fui prá night, bebi dois copos de cerveja e um Martini Bianco com suco/sumo de maracujá, e me perdi logo que desci do táxi. É verdade. Foi assim, ó:

- Deixe-me na Rua dos Navegadores, por favor. Vá pela Rua do Brasil.
O taxista:
- Muito bem.
Minutos depois:
- Quer que vá pela rua do Brasil?
Eu, pinguça, quase dormindo:
- Sim.
Ele parou, paguei, desci do táxi, e imediatamente me perguntei:
- Porra, onde é que eu estou?

Fui descendo a rua tentando me equilibrar e não conseguia entender onde eu estava. O táxi tinha desaparecido no horizonte. Quatro horas da manhã. Nada se ouvia para além dos meus passos cambaleantes. De repente, assim, do nada, me apercebi que estava perdida, sozinha e podre de bêbada:

- Puta que pariu! Onde é que o filho da puta me deixou?

São nestes momentos que dou graças a Deus por Coimbra ser um morro. Encontrava-me num local suficientemente alto para enxergar a maldita Rua do Brasil. Fui descendo a ladeira, rezando para não encontrar algum maníaco no meio do caminho. Encontrei outro bêbado. Ele vinha cambaleando de lá, e eu de cá. Parei para confirmar a localização. O bêbado disse que eu estava certa. Acreditei, afinal, eu também não me encontrava propriamente sóbria.

Moral da história: Meia hora depois de descer do táxi...cheguei em casa. Dei graças aos céus. Ascendi a luz do prédio, subi dois andares, sobrevivi. E para abrir a p*rra da porta? Após longos minutos de falhas e tentativas, lá consegui enfiar a chave no seu respectivo buraco. Dormi feliz, acordei quebrada e até agora sem entender que raio de taxista era aquele.

6 comentários:

Jean Valjean disse...

Ei, sobrinha, você conhece o dito popular, né? C* de bêbado não tem dono... misturou as bebidas? Que é isso? Motor flex? Justo agora, que você estava indo tão bem, subindo morro o tempo todo, ficando forte, saudável, etc?
I'm ashamed!

Jean Valjean disse...

Ah, essa moça... é deixar sozinha e... bom, já tem idade para ter juízo, não?

Cosette disse...

Deixa de ser chato. Quando eu te conheci, você não era nada assim!

Nunca está satisfeito com a sobrinha que tem, ingrato!

Bicho-do-mato.

Le Vautour disse...

Alegria demais vocês terem voltado. Muita mesmo. E o seu tio já chegou pegando no seu pé? Me diga: ele contribuiu alguma coisa pra sua aprovação no dificílimo vestibular? Ele está pagando o quarto pra você? Ele está ajudando com as despesas em Coimbra?
Pega esse chato e joga ladeiras abaixo. Sabe as 4 ladeiras? bota o roliço lá em cima e deixa ele voltear, ladeiras abaixo. Vai ser bom... chato, pegajoso, baba de vaca.

Jean Valjean disse...

Vautour, a sua violência é desnecessária neste blog, ó pássaro negro de asas depenadas!
É minha sobrinha, e eu preciso cuidar dela. Ademais, enchi a moça de apoio emocional, tá? Vá ruflar suas asas gordas longe daqui, tribufão.

afonso rocha disse...

eheheheheheheheh
...e só bebeu dois copos de cerveja e de Martini????
Deixa ver...uma vez em Espanha, Torremolinos, tb fiquei ébrio com um copo de Rum e Cola (Cuba libre).
Só que o copo era de litro!!!
Cô vê se não és apanhada em delito, tá?
E como a crise se instalou aqui no Sul...vou beber um xotezinho à saúde e regresso deste blogue de fadas!!!!eheheh