sexta-feira, 4 de junho de 2010

Eu não sei porquê é que insistem em me apresentar a mais de duas pessoas ao mesmo tempo. A pior coisa que me podem fazer – e que fazem sempre, sistematicamente – é formarem um círculo a minha volta – uma jaula circular – e saírem dizendo seus nomes, perguntando o meu, me apertando a mão e me indagando se eu sou de origem chinesa (?) Ok, eu sei que tenho os olhos puxados, mas não é para tanto!
Gente, eu não guardo o nome de ninguém, ok? Sou franca. 
Trinta segundos depois, eu sei lá como você se chama.

7 comentários:

Jean Valjean disse...

Pãtz, também sou péssimo. Nomes de pessoas, de ruas, de lugares... minha memória visual também é uma desgraça. Vou a um lugar. Se houver de voltar, mapa na mão, de novo.
Mas tem um porém nesse troço de festinhas. Não gosto. Não gosto de reuniões sociais, detesto convenções, detesto ter que sorrir e cumprir etiquetas. A ideia da jaula é ótima.
Lygia Fagundes Telles diz que devia haver um círculo no inferno: o da etiqueta. Nele os condenados teriam de vestir fraques e longos, sorrir o tempo todo e fingir ser gente.
Ah, Augusto, meu Mestre: "não trago sob a túnica fingida as insígnias medonhas do infeliz, como os falsos mendigos de Paris, na atra rua de Santa Margarida."
Abreijos!

Jean Valjean disse...

Ih, mas hoje acordei completamente doido. Esqueci de tomar o Gardenal, pela manhã. Lygia diz que devia haver 'mais' um círculo no inferno...

Cosette disse...

Tio, a cada dia que passa, eu tenho mais a certeza de que eu sou o teu clone vestido de saia.
Hahahaha!





































m e d o .

afonso rocha disse...

Jean....
quem é que não adoraria ter uma sobrinha assim como a tua??????

"sou o teu clone vestido de saia"

Mas...
com este "namoro" todo.....
hummmmmmmmmmmmmm....
está a preparar-te alguma....

Com uma sobrinha que é um fascínio...e um tio que é um MITO.....

Os mitos fazem parte de qualquer sociedade dita civilizada....
ontem....hoje....e amanhã....

Beijo ao fascínio...
abraço ao mito.

Jean Valjean disse...

Cô e Afonso, aos dois ao mesmo tempo, já que os comentários estão entremeados e idem minha resposta:
Lindinha, meu clone vestido de saia? Deus me livre! Só de pensar no Hamaz(s), no Fatah, nas cimitarras, baionetas e outros símbolos fálicos... ah, desculpe!, eu quis dizer bélicos, mas as duas palavras são proparoxítonas e...
Então, dispenso a clonagem. É bem melhor você como é do que me decepar o ... o... o... ah, aquilo que não cabe sob uma saia, tá?
Afonso, como explicar isto? Ela é intelectualmente fascinante e ardilosamente chantagista. Uma gracinha, mas ... ai... eis aí: tudo quanto queira, consegue. Se vem muito elogio, bem você pescou - posso esperar. Só não a entrego a você para que a adote por sobrinha porque é sangue do meu sangue. Senão...
Abreijos a ela, abraços ao Afonso.

Cosette disse...

Eu nem sei o que dizer. Tio, o teu clone de saia daria uma bela torcida no catano - se desse faria um nó, ficando os tomates no meio do laço - e para prendê-lo utilizaria durex, né? Ou fita isolante! Oras.
Ficaria lindo, ninguém ia notar.

hum...
The end, Cô.

Le Vautour disse...

Torcer o catano do Valjean? Lacinho? Olha, ele é chato, ranzinza, rançoso, mas nem ele merece isto... amarre-o num banco de praça e deixe que passe a noite por lá. Tem outra: será que o troço dele é tão comprido assim, a ponto de se poder fazer um nó? Sei não... de repente nem aparece debaixo da saia e ele está aí dando uma de homão. Humpf...