domingo, 15 de agosto de 2010

O passado, no futuro - Jean Valjean

Aquele ontem que morreu um dia
e transformou-se no hoje sem futuro,
de repente saiu de trás de um muro
na ânsia de viver uma alegria.

Mas se morreu, por que renasceria?
Por que sairia assim dum beco escuro,
feito o lixo que foge do monturo
pra ver nascer o Sol, com euforia?

Em verdade, não era o tal passado;
em verdade, não vinha sem porvir;
em verdade, ele era só o presente.

Presente que está ali, mas não se sente,
mas que basta deixemo-lo sorrir,
e apontará o futuro tão sonhado...

Um comentário:

Velhinho Decadente disse...

Jean, depois você vai ter que me contar tudo. Tudinho.