quarta-feira, 4 de agosto de 2010



Sejamos inteiros
Enquanto não quebrarmos.
Enquanto o vaso não cair 
Das mãos da Cinderela,
Pelos degraus inclinados.

Juntos, contemos as estrelas
Fingindo que nunca morreremos.
Enlacemo-nos como os planetas,
E desfrutemos a nossa rotatividade.

Meu amor,
A felicidade encontra-se
Na banalidade.
Tudo o que é complexo demais,
Um dia parte.

Sejamos felizes nas coisas pequenas.
Troquemos o boa noite pelo boa tarde,
Pois nunca é tarde
Para amanhecermos contentes.

Deixemos os nossos sonhos
Pela metade,
Pois a vida, meu amor, é infinita.
E tudo aquilo que é eterno,
Tem prazo de validade.

9 comentários:

Jean Valjean disse...

Nossa... publicamos com um minuto de diferença! Eu lançando flamívomas palavras contra você, e eis então que abro a página e vejo estes versos maravilhosos.
Ai...
São para "aquele" ser?
Ugh...
De qualquer forma, são maravilhosos.
Abreijos!

Velhinho Decadente disse...

Cô-isa magnífica! Do coração, toca o coração. Do cérebro, toca o cérebro. Da alma, toca a alma.
Que talento!
E seu tio pegando no seu pé... o que ele tem a ver com o fato de ser "esse", "aquele" ou "aqueloutro" ser?
Sujeitinho chato!

Cosette disse...

Tio: qual ser? Não tô entendendo.

Deca: Ah, obrigada! Olha, deixa o bicho. Eu já tou acostumada e não tem jeito, amo ele.

Beijos aos dois.

Sarah Slowaska disse...

Cô, é assim, tá? Até gostei.

Velhinho Decadente disse...

É isso aí, Valjean: qual ser?

Jean Valjean disse...

Qual ser? Ué, 'ser ou não ser, eis a questão'. É isso.

Mari disse...

Coisa mais linda.

:)

Cosette disse...

Velhinho: É um cara tudo de bom que eu encontrei.


Obrigada Mariii :)

Le Vautour disse...

É o que eu falo. Este blog não poderia ser alimentado por uma menina genial e por um gordo tonto. Deixassem apenas para a menina genial, ela chamaria a Sarah, que também é genial, e ambas fariam um belo blog.
Os versos estão lindos, e tomara que o cidadão mereça tamanha dedicação, Cô!
Abraço de duas asas!