segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sobrinha: um nome injusto para a minha Garota Maravilha


Volta e meia eu assunto (do verbo assuntar) com minha sobrinha. Se o nosso DNA é o mesmo, o que houve? No dela, a seleção dos melhores itens; no meu, a dos piores. Ela é génio, eu normalzin, normalzin.
Conversamos de igual para mais que igual. De igual para maior. O igual sou eu, mas igual aos outros, e não a ela. Ela é mais que igual, é maior.
Por isso, esse título "sobrinha", que parece uma pequena sobra, do almoço ou do jantar, não é legal.
Diálogos imaginários para formação da palavra "sobrinha", e futura negação:

1) Alguém bate à porta:
TOC, TOC, TOC...
A Dna. Maria abre e ouve a pergunta:
- Dna. Maria, estou morto de fome, a Sra. tem comida?
- Olha, não tenho, mas... espera, espera, vou ver se tem uma sobrinha.
E traz, num pires.

2) O marido mineirinho, para a mulher mineirinha:
- Muié, a janta estava ótima.
- Que bão, bem, quiocê gostô.
- E sabe, muié, que ainda tem espaço no meu bucho?
- Ué, pera, vou ver se tem uma sobrinha.
E traz, num pires.

3) A Cô manda ovos moles pelo cô-rreio, para o tio.
Eles chegam, e o tio, desesperado, enfia tudo, tudo, tudo na boca.
A Repolhuda o vê comendo e pede, desesperada:
- Ei, você comeu tudo, não tem nem uma sobrinha?
E o tio, azedo:
- Vou ver se tem.
E traz, num pires (mas só migalhas que lhe escaparam da boca).

4) A moça chega para a mãe, meio constrangida, e diz:
- Mamãe, estou grávida.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
E cai no chão, batendo a boca.
Chama-se o SAMU, a mãe vai para o hospital. Reanimam-na. Ela acorda e pensa que sonhou...
- Filha, o que houve? Eu fui atropelada?
- Não, mãe, você desmaiou quando eu contei que estou grávida.
Aí a mãe pensa, pára, pondera e diz:
- Filha, mas ele não usou camisinha?
- Usou, mãe, mas quando a retirou, escorreu lá uma sobrinha...

Exemplos hediondos, e tudo para dizer que minha sobrinha não é esse tipo de sobrinha. Esse tipo de sobrinha aí sou eu. Ela é TUUUDOOOO! É prato principal, panela cheia, tacho transbordando, fonte cristalina, etc. Nada de sobrinha: completude, totalidade.

E tenho dito!

7 comentários:

Jean Valjean disse...

Quero observar, ao contrário do que o Decadente faz, que emprestei dele a expressão "repolhuda". Obrigado.

Velhinho Decadente disse...

Valjean, muito bem bolado o seu post. Sua sobrinha, cobiçada por mim, pelo Vautour, pelo Afonso Rocha (que sumiu)e por outros tantos, é genial. Ela é um todo-inteiro, cat's whiskers, cutting edge, 4WD de alma, enfim, tudo quanto as palavras e as expressões não possam definir. Não adianta ficar aqui enumerando coisas como crème de la crème, o acme do templo, o pináculo do Everest e outras coisas. Ela é vastidão na horizontal e em profundidade. Para cima, para os lados, para dentro. Uma série de coisas.
Quanto ao suposto furto de palavras, eu usei os seus abreijos, sim, no começo, seu mesquinho, mas para troçar de você.
Abreijos para a sua sobrinha e um piparote no seu nariz gordo, paquirrino do K7.

Le Vautour disse...

Ri muito, Valjean, mas as palavras são pobres para expressar o gigantismo intelecto-moral da menina. Mesmo assim, valeu a homenagem a ela. Faço minhas as suas palavras encomiásticas, embora tenha achado as piadas bem fraquinhas.
De duas asas a todos, e principalmente a ela.

Cosette disse...

Hahahahahahaha! Continuo achando o último exemplo o mais medonho de todos....! Mas tudo bem.
Tio, o que eu sou prá você é aquilo que você merece que eu seja. Eu, na verdade, fui/sou um capeta para muita gente.
Muito, mas muito mesmo, do que sei hoje e do que procuro saber, devo a você, ao seu incentivo. Por isso, o génio/gênio ( sei lá como escrever essa p*rra) aqui é o meu tiozão lindo, que tem uma paciência do catano pra me aturar quando nem eu me suporto mais.

ps: você precisava mesmo colocar esta imagem?

Meu bicho! <3

Cosette disse...

VD e Vautour: Ah, que exagero! Vê-se logo que vocês são da mesma geração do meu tio! Obrigada tá? Aos três. Eu me sinto todos os dias uma privilegiada por ter vocês aqui comigo.

Trêsbeijos.

Mari disse...

Que bonitinho esse Tio. Tenho certeza que ele te levava no bar e deixava você comer todos os doces que quisesse. Ou então, te colocava pra andar em cima dos carros. Te virava de ponta cabeça? Nem dava bronca quando você furava o sofá com o garfo, né?
Lindo vocês.
:)

Cosette disse...

Mari, com um tio desse eu não preciso - nem quero- de mais nenhum, viu? Eu não tenho nenhuma lembrança de ter levado alguma bronca por ter feito alguma traquinice. Os meus pais ficavam putos da vida, mas ele ria. Sempre foi o meu defensor. Aliás, ele já me ajudou a encobrir muitas artes, né tio? E ainda ajuda! Hahahaha!

Enfim, com ele por perto eu não preciso de mais nada.

Beijão Mariii :)