sexta-feira, 14 de maio de 2010


Eu não gosto deste remédio. Ele me acalma a tal ponto que eu não sinto o meu coração bater. E, no entanto, ele bate, só que em silêncio. Silencioso demais para o meu gosto, prefiro ouvi-lo como quem ouve um tambor de escola de samba, em vez de adormecer em silêncio, só sabendo que estou viva pelo som da minha respiração.

5 comentários:

Jean Valjean disse...

Pura metáfora. Seu coração bate, grita, ribomba, sempre. Não é ele em silêncio, mas talvez os seus ouvidos, desatentos.
Abreijinhos!
Ah, e tome cuidado comigo, pois a Sarah tá me querendo, tá?

Cosette disse...

É, e você tá adorando né? Se sentindo o máximo, tá certo.

Jean Valjean disse...

Urrum! Hehehehehehe!

Le Vautour disse...

Olha o homem aí ameaçando a sobrinha! A Sarah pode estar a querê-lo, mas eu levo a Cô embora. Já falei!
Cô, seu texto é maravilhoso. Os ruídos mais audíveis, às vezes, vêm do silêncio. A grandiloquência de seu tonitruante dó-menor é um ribombo respeitável de um trovão cheio de energia.

Cosette disse...

Ah, Vautour, o que seria de mim sem ti.