sexta-feira, 12 de março de 2010

A bandeira brasileira

Acho que é meio superficial dizer que as cores da bandeira brasileira representam as matas, o ouro, o céu (ou as águas) e não sei mais quê (o que usam para justificar o branco, mesmo?).
Um pouco de história faz-nos bem:
Quando as primeiras naus portuguesas aportaram neste Brasilzão de Deus, elas vinham com a bandeira da Ordem de Cristo, em cujo seio podia-se ver insculpida a sagrada Cruz da Ordem, rubra como só ela, sobre o branco da neve.

Dom João III (que as de Cabral eram do período de D. João I) autorizou uma bandeira parecida com a primeira, mas subtraiu da dita cuja a cruz da Ordem de Cristo. Havia nela um escudo com a cruz acrescentada de cinco escudetes azuis e, acima de tudo, a coroa real.

Em nosso período Holandês, as capitanias todas ostentaram, por mais de duas décadas, a bandeira das Províncias Unidas da Holanda, que tinham três faixas: vermelha, branca e azul. Ao centro, um monograma dourado da Companhia das Índias Ocidentais.

Quando voltou a monarquia portuguesa, sob império de D. João IV, naturalmente deu-se vez à coroa lusitana. O escudo estava lá, ao centro, mas os ramos de D. João III foram subtraídos, passando aquele campo a ser azul, o que simbolizava o culto do Imperador a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal desde 1646.

Proclamada a independência, as cores da pátria, dominantes, passaram a ser o verde e o amarelo. Quero crer que o verde se deve à casa de Bragança, dinastia portuguesa da qual descendia Dom Pedro. E o amarelo ligar-se-ia à casa de Habsburgo-Lorena, a nobre família austríaca de Dna. Maria Leopoldina, primeira esposa de Dom Pedro I.

Não é mais coetâneo com a política nacional este colorido?

2 comentários:

Cosette disse...

O branco simboliza a paz, não?
Não sei. Lamento, mas a tua sobrinha é uma ignorante no assunto.

Le Vautour disse...

Sim, a paz que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital inspiram. Não deixam nada a desejar para a máfia, para as FARC, para o IRA e outros. A 'pax romana' era mais pacífica.
Nem sei por que razão eu intervim neste texto do Valjean, para conversar com a Cosette, mas, se não me falha a memória, é a paz, mesmo.