quinta-feira, 25 de março de 2010

That moment - Autoria: Jean Valjean

Busco um momento, e nada mais desejo.
Um só instante, um boom de descobertas
em que horas mortas tornem-se horas certas,
e em que os escuros tornem-se lampejo.

Nesse momento, que ora assim o almejo,
as flores estarão todas abertas,
olentes, orvalhadas e despertas,
pra ver o Sol nascer, sem mágoa ou pejo.

Tudo será beleza, e num rompante
as mãos da natureza, então triunfante,
virão poisar serenas nos meus ombros.

E então, num grito louco, tonitruante,
renascerei do meu abismo hiante:
levantar-me-ei, debaixo dos escombros.

2 comentários:

Cosette disse...

Talvez tudo isso já tenha acontecido, e você não tenha saído dos escombros.

Talvez o momento esteja a espera de que primeiro tu saias debaixo dos escombros, para depois "as mãos da natureza" virem "poisar serenas" nos teus ombros.
Talvez estes escombros sejam as próprias mãos da natureza te tocando os ombros.
Talvez as flores estejam à espera do teu renascimento para tornarem a florescer...

Putz, viajei feio.
Está lindo, tio. Lindo lindo lindo, como sempre esteve.

Le Vautour disse...

Jean, gostei mais ou menos desta. Desculpe a sinceridade. Nâo o conheço pessoalmente, mas acho que é necessário falar. Você poetiza, eu também dou minhas pinceladas com a água de Hipocrene. Às vezes reconheço que meu trabalho não está 100%, e me critico. Agora sou obrigado a criticá-lo: acho que você exagerou no romantismo água-com-açúcar, sorry.