sexta-feira, 12 de março de 2010

Em ano de eleição...

Um brinde aos usurpadores,
Aos fabulistas falazes,
Que em seus discursos loquazes
Dizem não ser malfeitores!
Vivam!

Inda um brinde aos usurários,
Matemáticos do diabo,
Que, se exercitam desgabo,
Dizem não ser mercenários!
Vivam!

Uma taça de champanha
No País desses calheiros,
Bandidos, vermes, rafeiros,
Que fazem tanta artimanha!
Vivam!

Vivam as nossas raízes,
Os bandalhos do Congresso,
O histrião que é réu-confesso,
Os truões e as meretrizes!
Cheers!

Viva, ora!, a lei do chanfalho,
Viva o Marcola erudito,
Viva o sátrapa maldito
E o alho feito bugalho.
Salve!

Salve a justiça mal feita
Pelas mãos de irmãos metralha,
Pelo ardil do que atrapalha,
E que faz supor suspeita!
Salve!

Uma taça de conhaque
Pelos ladrões de galinhas
Que enganam donas velhinhas
Vestindo cartola e fraque!
A eles!

Vivam aqueles canalhas
Que usam roupas vistosas,
Ostentam casas luxuosas,
Mas são nada mais que tralhas!
Vivam!

Uma taça de Brunello
Pelos vesgos, pelos blufos,
Pelos sórdidos tartufos
E os de coração banguelo!
Vivam!

3 comentários:

Cosette disse...

"Vivam aqueles canalhas
Que usam roupas vistosas,
Ostentam casas luxuosas,
Mas são nada mais que tralhas!
Vivam!"

Nossa tio, que revorrtadoooo! Viva! Estou contigo! Weee!

Le Vautour disse...

Seu tio, de vez em quando, vira macho. Gosto dele assim.

Jean Valjean disse...

É só o cansaço, pela política.