sexta-feira, 16 de julho de 2010

Hope.

A esperança é uma menina de saia rodada e saltos altos. É uma jovem de tronco despido e seios proeminentes que seduz todos os homens, fazendo com que corram atrás dela. A esperança é loura de cabelos encaracolados e olhos negros, profundos. Suas pernas são finas e sua cintura assemelha-se a um violoncelo. Seu silêncio é musical e voz silenciosa. É uma jovem peculiar, perpetuamente grávida de quimeras e sonhos por realizar. A esperança é a deusa dos mares incertos. Uma caravela carregada de fantasmas dentro dela. Quem nela entra, é condenado a nunca desistir de nada. Quem dela cai, afoga-se e se torna no próximo fantasma a velejá-la.

3 comentários:

Velhinho Decadente disse...

Bom, seu tio sumiu, mesmo, não? Deixa ele...
Eu dizia, num passado mais distante, que as duas desgraças da vida do Homem são a saudade e a esperança: uma nos traz à mente o que era bom e nunca mais virá; outra, o que seria bom, mas jamais vai acontecer.
Adorei.

Jean Valjean disse...

Sumi e reapareci, um Lázaro. Ué, Decadente, isso aí não fui eu a dizer primeiro, não? Já nem me lembro. Enfim, é verdade.
A menina pensa mais do que nós dois juntos, diga se não!?

Cosette disse...

Eu já nem entro mais nesta discussão de " quem pensa mais, quem pensa menos, blá blá blá". Os dois são hiper teimosos, não vale a pena.