sábado, 10 de julho de 2010


Não sei ser aquilo que realmente sou, sem ser primeiro o que não sou. Ser aquilo que não se é, é ser da existência o seu artista, e do destino o trapezista. É preciso equilibrar-se no cordão umbilical da existência, sem rompê-lo. Quem conseguir chegar ao outro lado, ao útero que o condenou ao exílio, saberá ser daquilo que sempre foi, o complemento.

5 comentários:

Jean Valjean disse...

Filosofia pura. Delícia de ler. Faz uns 25 anos que venho tentando introjetar, mas até agora... êêêê, nóóóóóiiisss!
Abreijos!

Velhinho Decadente disse...

Como pensa... depois diz que o tio, que viu cotó num bonequinho, é que pensa muito. O tio é cotó do pensamento. Eu também.

Cosette disse...

Velho, tenho a certeza de que se eu tivesse pensado, não teria dito nada disso.

Cosette disse...

Vocês são génios, assunto encerrado.

Jean Valjean disse...

Cô, sua genitora não lhe ensinou a respeitar os mais velhos? Se estamos dizendo que quem pensa, aqui neste espaço, é você, é você e pronto. E ponto.